Conheça os diferentes tipos de vidro de controle solar e entenda o porquê a especificação correta é fundamental.

 

Os vidros de controle solar são também conhecidos no mercado como vidros refletivos, vidros de proteção solar, ou até mesmo vidros “espelhados”. Estes termos todos remetem ao vidro que recebeu em uma de suas faces uma camada metalizada capaz de barrar, ou refletir, os raios solares.

São muitas as opções disponíveis. Só no Brasil existem mais de 50 tipos de vidros de controle solar diferentes, de 4 fabricantes distintos. Eles variam em cor, refletividade, desempenho de proteção de calor, e espessura. Além disto, podem ser combinados com outros vidros e películas, quando laminados ou insulados. Portanto a variedade é imensa.

Mas como saber então qual o melhor produto para cada situação? Muitas vezes o cliente opta por um determinado vidro unicamente por seu investimento inicial sem pensar no custo-benefício a longo prazo. Além disso, não analisa o nível de claridade que precisa ter no ambiente, nem a posição do sol, optando por um ou outro produto apenas pela aparência estética.

A empresa de esquadria ou vidraçaria acaba não sabendo argumentar os as diferenças entre os produtos, como o mais ou menos refletivo, mais claro ou mais escuro.

Leia também:  Saiba como utilizar o cartão BNDES para comprar vidros

Conheça o caso da cobertura de Shopping Center com vidro de controle solar que acabou causando um grande desconforto nos usuários e tendo que ser substituída.

 

Estudo de caso: Cobertura de vidro em Shopping

Este shopping, localizado em uma capital brasileira, de alto padrão, possuía em seu projeto uma grande claraboia sobre a praça de alimentação. O vidro escolhido pelo arquiteto era um vidro de controle solar com um bom desempenho de proteção térmica, porém bem neutro, com alta transmissão luminosa.

Isto porque, segundo o arquiteto, ali seria necessária a entrada de muita claridade por ser uma área de convivência que precisava proporcionar um sentimento aos usuários de estarem comendo “ao ar livre”.

Entretanto, após alguns meses de inauguração do estabelecimento, notou-se que toda aquela área central da praça de alimentação estava sendo evitada pelos clientes que vinham almoçar.

Isto porque, o Sol incide de uma maneira muito maior sobre uma cobertura do que sobre uma fachada, por exemplo. Então a luminosidade no ambiente excedia demais ao necessário, fazendo com que houvesse alto índice de ofuscamento e inadequação do espaço para uso de permanência.

Assim, todos os vidros tiveram que ser substituídos por uma opção mais refletiva e escura, diminuindo a luminosidade no ambiente.

Leia também:  Estudo de caso: Fachada Spider com vidro temperado-laminado de controle solar

 

Passos para escolher o vidro de controle solar corretamente

É fundamental que o arquiteto, a vidraçaria ou a empresa de esquadria oriente corretamente o cliente na escolha do vidro de controle solar, considerando não só o controle solar no que tange à temperatura, mas também à luminosidade, seguindo os passos abaixo:

  • Definir o tipo de aplicação: Fachada ou Cobertura e se o cliente precisa que ela tenha privacidade (refletiva) ou vista interna (transparente)
  • Identificar o local da aplicação: Um escritório, um corredor de passagem ou uma biblioteca por exemplo? Cada um exige um nível de luminância diferente, conforme NBR 5413
  • Entender a posição do sol e o clima do local: E assim saber a intensidade da luz e do calor: Será uma obra no Nordeste ou no Sul, por exemplo?
  • Escolher a cor desejada e a quantidade a ser comprada: Com estas informações o fornecedor poderá filtrar as opções disponíveis que mais se adequam ao projeto.

 

Para o seu próximo projeto, conte com um fornecedor de vidros qualificado para orientar sobre as melhores soluções para cada tipo de projeto.

A PKO do Brasil conta com um Simulador de Vidros onde é possível seguir todos estes passos de forma automática e ainda ver uma simulação 3D do aspecto do vidro na fachada!

About The Author